sábado, 20 de abril de 2024

Pedido de cassação contra prefeita de Bauru é rejeitado pela Câmara de Vereadores

Da redação

 

A prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSC), comemorou a manutenção do cargo após o seu pedido de cassação ter sido rejeitado em sessão extraordinária da Câmara Municipal, que julgava a sua conduta durante a desapropriação de 16 imóveis pela prefeitura para a Secretaria de Educação.

A sessão, que começou na sexta-feira (16) e prosseguiu até a noite de terça-feira (20), terminou com votos insuficientes para a cassação da prefeita, que ao final da sessão afirmou que a “justiça foi feita” no plenário da Casa Legislativa.

“O resultado só contempla o que eu esperava. Não porque existia uma soma de vereadores, mas porque eu abri a minha vida, abri as portas da prefeitura para esclarecer cada ponto levantado. Nós trabalhamos ao longo desses meses com total transparência possível. A justiça foi feita”, afirmou à prefeita ao g1.

Com a redução de 247 páginas da leitura do relatório final, a pedido do vereador Eduardo Borgo (PL), a votação por ordem alfabética da cassação pôde ser feita ainda na terça-feira, após cinco dias e cerca de 45 horas de trabalhos, já que a leitura vinha sido realizada desde a última sexta-feira (16).

Por oito votos contrários a nove votos a favor da cassação, os vereadores da Câmara Municipal decidiram absolver a prefeita em duas das três infrações político-administrativas apontadas pela CP.

Confira como foi a votação:

• Antônio Carlos Domingues (CDN) – votou contrário à cassação;

• Benedito Roberto Meira (União) – votou a favor da cassação;

• Chiara Ranieri (União) – votou a favor da cassação;

• Edmilson Marinho (PP) – votou a favor da cassação;

• Edson Miguel (Republicanos) – votou contrário à cassação;

• Estela Almagro (PT) – votou a favor da cassação;

• Guilherme Berriel (MDB) – votou a favor da cassação;

• José Roberto Martins Segalla (União) – votou a favor da cassação;

• Julio César Aparecido de Souza (PP) – votou contrário à cassação;

• Luiz Eduardo Borgo (PMB) – votou a favor da cassação;

• Manoel Afonso Losila (MDB) – votou contrário à cassação;

• Marcelo Afonso (Patriota) – votou contrário à cassação;

• Marcos Antonio de Souza (PSDB) – votou contrário à cassação;

• Milton Cesar Sardin (PTB) – votou contrário à cassação;

• Sérgio Brum (PDT) – votou contrário à cassação;

• Ubiratan Cássio Sanches (Podemos) – votou a favor da cassação;

• Wanderley Rodrigues (PSD) – votou contrário à cassação.

 

Na última denúncia, o presidente da Câmara, Markinho Souza, mudou o seu voto, alterando o placar para nove favoráveis à cassação contra oito contrários.

No entanto, para cassar o mandato da prefeita, era necessário que o relatório fosse aprovado por uma maioria qualificada, ou seja, que 12 dos 17 vereadores fossem favoráveis à cassação em qualquer uma das três acusações contra Suéllen Rosim.

A votação foi nominal e não poderia ser invertida. Caso houvesse a maioria de votos para uma das acusações, o mandato já seria considerado cassado e Suéllen Rosim ficaria inelegível por oito anos na disputa por qualquer cargo público.

Com a manutenção do cargo para o mandato, que segue até o dia 31 de dezembro de 2024, Suéllen Rosim afirmou que pretende a partir de agora estabelecer uma reaproximação com os vereadores da Câmara de Bauru.

“Eu estou aqui à disposição para os vereadores que foram contrários para que possamos nos reunir pela cidade. Bauru tem que estar acima das ideologias. Para mim, essa página virou enquanto prefeita da cidade”, disse.

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