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sábado, 28 de maio de 2022

Pesquisadores de Ourinhos, Botucatu e da Inglaterra estudam o impacto da COVID-19 nas gestantes e bebês

Pesquisadores da Santa Casa de Ourinhos, UNESP de Botucatu e Imperial College de Londres (Inglaterra) se unem para estudar o impacto da COVID-19 nas gestantes e bebês; desde março do ano passado, a Santa Casa é o centro de coleta para as pesquisas e estudos

 

Assessoria de Comunicação

 

Um estudo inédito envolvendo pesquisadores da Santa Casa de Ourinhos, Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) e da Imperial College, que é uma Universidade de Londres, está sendo desenvolvido com gestantes que tiveram COVID-19 e seus bebês durante a gestação e pós-nascimento.

Desde março do ano passado, a Santa Casa é o centro de coleta para as pesquisas e estudos. “Fazemos parte do Nona Covid-19 biorrepositório perinatal, um projeto da Faculdade de Medicina de Botucatu – FMB/Unesp, em parceria com o Imperial College London. Recebemos a gestante para o parto e coletamos a placenta e cordão umbilical. Processamos esse material dentro da unidade de pesquisa da Santa Casa, colhemos as células-tronco do cordão umbilical, coletamos para análise os fragmentos da placenta e assim podemos analisar o impacto do vírus, principalmente na parte vascular”, explica a bióloga, pesquisadora e diretora da Agência Transfusional da Santa Casa, Dra. Juliane Campos  Gazola.

Dra. Juliane Campos  Gazola, bióloga, pesquisadora e diretora da Agência Transfusional da Santa Casa 

 

Segundo Dra. Juliane, a pesquisa está em andamento, mas alguns resultados já demonstram a agressividade do vírus da COVID-19. “Já temos alguns resultados bem impactantes, que confirmam que o vírus é muito agressivo para a gestante e para o bebê”.

A pesquisa é de extrema importância e tem por finalidade avançar cientificamente no estudo da fisiopatologia das doenças. “Também desenvolver tecnologias inovadoras para intervenções terapêuticas, precoces, efetivas e seguras, sem contar que possibilita a dinâmica do vírus dentro da população e pode contribuir para prevenção do impacto de futuras pandemias”, ressalta a Dra. Juliana Floriano Ferreira, responsável pelo estudo na UNESP de Botucatu.

Importante ressaltar que essa pesquisa pode ser ainda mais ampliada e que o grupo de pesquisadores está em busca de fundos nacionais e internacionais para esse avanço.

Dra. Juliana Floriano Ferreira, responsável pelo estudo na UNESP de Botucatu

 

 

SANTA CASA DE OURINHOS É REFERÊNCIA EM PESQUISA CIENTÍFICA – A Santa Casa já é uma unidade de pesquisa de referência com diversos estudos em andamento.

Além desse das gestantes com COVID-19, a integração ao biorrepositório alavancou o setor. “Fizemos também uma análise de perfil demográfico dos pacientes que foram atendidos com COVID na Santa Casa, dos que precisaram ir para a UTI COVID, a prevalência de sexo, idade, comorbidades, desfecho clínico e quais fatores que influenciaram em questões como intubação”, contou Dra. Juliane.

Outro estudo feito na Santa Casa foi em relação aos pacientes na época internados com suspeita da variante PI e os dados coletados foram enviados para o exterior. “Também temos uma parceria com a UniFio e cinco alunos estão desenvolvendo trabalhos de conclusão de curso analisando diversos dados em relação à COVID”.

Santa Casa de Ourinhos é referência em pesquisa científica

 

Por fim, Dra. Juliane também mencionou a pesquisas clínicas que estão sendo feitas em outras áreas. “Área da transfusão de sangue em parceria com a Ortopedia, por meio dos médicos residentes. Inclusive, já até publicamos artigo sobre análise de perfil das reservas cirúrgicas e o impacto da transfusão e sangue nas cirurgias ortopédicas”.

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